Pesquisa europeia que utiliza inteligência artificial no tratamento de autismo conta com startup brasileira



A brasileira Data H, startup de data science, pretende trazer ao mercado uma nova visão sobre crowndsourcing. A ideia da startup é viabilizar os projetos que, em razão da falta de pessoas, dinheiro ou conhecimento, não podem ser executados. “Nós conectamos os especialistas e os problemas de uma maneira que eles possam ser premiados com dinheiro, cursos, produtos etc.”, diz Evandro Barros, CEO da Data H.

Fonte: STARTUPI

Matteo Testi é um dos especialistas que faz parte deste grande grupo de pesquisa. O jovem cientista italiano também tem uma missão neste projeto: usar Big Data e Inteligência Artificial para melhorar terapias para as crianças autistas. Testi é cientista de dados graduado em Neurociências na Universidade de Roma, com um foco especial no autismo, e atualmente desenvolve sua pesquisa em uma Universidade na Escócia.

“O autismo é a doença mais difícil do século 21. Eu tenho acompanhado as crianças, os pais e todos os problemas que eles passam. Na Europa, gasta-se muito dinheiro com terapias que nem sempre dão resultados”, diz. Agora, Matteo está trabalhando no algoritmo preditivo para o diagnóstico de autismo que pode ajudar nos resultados com as terapias infantis.

“Depois que a criança é diagnosticada pela primeira vez, ela geralmente é obrigada a ir para a terapia por um ano. A fim de acompanhar o progresso da criança, verificações de rotina devem ser realizadas anualmente e cada novo lote de dados deve ser apreciado em relação aos dados anteriores. Se a criança está respondendo positivamente, isto proporciona uma forte indicação de que a terapia esta sendo bem sucedida”, explica ele.

Matteo afirma que tal procedimento deve ser implementado a cada ano. “Devemos ter em mente, no entanto, que o principal objetivo da pesquisa é garantir que a criança aprenda novas habilidades ou melhore as pré-existentes. No caso de uma resposta negativa ao tratamento, toda a terapia é revista. De um ponto de vista técnico, as ferramentas empregadas poderão tirar proveito da evolução da Inteligência artificial e Big Data, porém este ainda é um campo  inexplorado até hoje. A inteligência artificial pode nos guiar neste caminho no mundo do autismo”, afirma o cientista italiano.

A startup brasileira Data H é parceira nesta pesquisa, ajudando o cientista a obter dados globais sobre o autismo que possam ser  analisados, além de  desenvolver uma parceria com empresas de inteligência artificial que poderiam ajudá-lo. “Isso só é possível porque o Data H reúne pessoas do mundo todo que trabalham de forma colaborativa para resolver questões relacionadas a Big Data e Inteligência Artificial, é mais um teste para o nosso modelo que está evoluindo a cada dia.” completa Evandro.

Nesse link você confere uma entrevista com o CEO da Data H.

Fonte: STARTUPI

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